A fronteira entre o eletrônico e o biológico nunca mais será a mesma depois da descoberta de pesquisadores de Harvard, publicada dia 26 de agosto. Eles conseguiram, pela primeira vez, criar uma pele híbrida: metade orgânica, metade artificial.

Essa descoberta representa um grande avanço pelo fato da pele humana ter uma capacidade única de perceber o ambiente à sua volta e gerar uma resposta para cada situação; mudanças químicas e elétricas, variação de pH, oxigênio…cada fator desses é sentido pela nossa pele e isso faz toda a diferença na hora de mimetizá-la. Sem a possibilidade de interagir com outros elementos, o que se tem é uma cópia barata de pele.

Agora a conversa mudou de tom. Os pesquisadores conseguiram embutir uma rede tridimensional de fios em nano escala dentro do tecido humano – é a primeira vez que esse tipo de coisa é feita em 3D. A técnica utilizada permite ainda que as estruturas eletrônicas sejam da mesma escala de tamanho das conexões internas do nosso organismo: uma escala, acredite, muito, mas muito pequena.

Os grandes beneficiados com esses estudos devem ser as áreas de teste de remédios e a chamada medicina regenerativa, campo dedicado à substituição de células, tecidos e órgãos humanos para retomar as funções naturais do corpo.

Fonte: Revista Galileu